IPCA sobe

O IPCA, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, de setembro subiu 1,16%. Foi a maior variação para um mês de setembro desde 1994, quando o índice foi de +1,53%. No ano, o IPCA acumula alta de +6,90% e, nos últimos 12 meses, de +10,25%. Em setembro de 2020, a variação mensal havia sido de +0,64%.

Destaque para Habitação, com +2,56%, Transportes, +1,82%, e Alimentação e Bebidas, com +1,02%. Os demais grupos ficaram entre a queda de 0,01% em Educação e a alta de 0,90% em Artigos de residência.

O resultado do grupo Habitação foi influenciado principalmente pela alta da Energia elétrica, +6,47%. Em setembro, passou a valer a bandeira Escassez Hídrica, que acrescenta R$ 14,20 na conta de luz a cada 100 kWh consumidos.

Em Transportes, destaque veio dos Combustíveis, que subiram 2,43%, influenciados pelas altas da Gasolina, +2,32%, e do Etanol, +3,79%. Além do Gás veicular, com +0,68%, e o Óleo diesel, +0,67%. Destacam-se, também, as altas de 28,19% nas Passagens aéreas e de +9,18% nos Transportes por aplicativo. 

No grupo Alimentação e bebidas, destaque para os produtos para Alimentação no domicílio, que subiram 1,19%. Influência principal das Frutas, +5,39%, do Café moído, +5,50%, do Frango inteiro, +4,50%, e do Frango em pedaços, +4,42%. Além disso, também foram verificadas altas nos preços da Batata-doce, +20,02%, da Batata-inglesa, +6,33%, do Tomate, +5,69%, e do Queijo, +2,89%. Por outro lado, houve recuo nos preços da Cebola, -6,43%, do Pão francês, -2,00%, do Arroz, -0,97%, e até das Carnes, com -0,21%.

Todas as áreas pesquisadas apresentaram alta em setembro. O maior índice foi registrado no município de Rio Branco, com +1,56%, e o menor ocorreu em Brasília, +0,79%.

Pesquisa elaborada e divulgada pelo IBGE.

Publicado por Luis Panizo

Estudioso em investimentos gerais e economia.

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