Balança Comercial

A balança comercial neste ano continua registrando bons resultados. O saldo da balança comercial de junho foi de US$ 10,4 bilhões, com saldo acumulado no primeiro semestre de US$ 36,7 bilhões, ultrapassando o superávit de US$ 31,9 bilhões obtido no primeiro semestre de 2017. A corrente de comércio em junho foi de US$ 45,8 bilhões. Aumento de 61,4% em relação a 2020 e, no acumulado do ano, alcançou o valor de US$ 235 bilhões. As exportações também atingiram valores recordes seja na série mensal ou na do primeiro semestre do ano.

No caso das importações, o valor foi de US$ 17,8 bilhões. O maior registrado foi em junho de 2011, com US$ 19,4 bilhões. Na comparação dos resultados do primeiro semestre, o valor foi de US$ 99,2 bilhões. O recorde foi registrado no primeiro semestre de 2013, com US$ 118 bilhões. A desvalorização da taxa de câmbio, em 2021, em relação a esses anos é o principal fator indicado nessa diferença. A desvalorização do câmbio real efetivo no primeiro semestre de 2021 foi de 91% em relação à 2011 e de 62%, em relação a 2013.

As importações aumentaram em junho 62,6% e 26,5% na comparação dos primeiros semestres de 2020 e 2021. Nas exportações, o aumento foi de 60,7%, no mês de junho, e de 35% entre os dois primeiros semestres. O aumento da corrente de comércio é, portanto, resultado de uma melhora nos fluxos totais de comércio do Brasil.

A China foi a principal responsável para o aumento do superávit comercial. O saldo do Brasil com o país asiático passou de US$ 16,9 bilhões para US$ 25,2 bilhões entre o primeiro semestre de 2020 e o de 2021. Houve déficits com os Estados Unidos, acima de 1 bilhão, com a Alemanha, US$ 3,07 bilhões, Rússia, US$ 1,48 bilhões, e Índia, com US$ 1,12 bilhões.

Com a Rússia as exportações caíram -2,9% e as importações aumentaram 46,3%, sendo 54% composta de adubos e fertilizantes. O déficit com a Alemanha e os Estados Unidos se refere aos diferenciais de valor adicionado entre as exportações, menor valor, e as importações, maior valor. Com a Índia, tem se mantido a mesma estrutura, exportamos óleo bruto e importamos combustíveis e compostos organos-inorgânicos. Na comparação do primeiro semestre, as exportações para a Índia aumentaram 53% e as importações 58,4%.

Os dados foram levantados e publicados pela equipe da FGV.

Publicado por Luis Panizo

Estudioso em investimentos gerais e economia.

%d blogueiros gostam disto: